6 de novembro de 2009

Enquente


Quem alguma vez na vida não teve um mal subito idependentemente da quantidade de alcool ingerida?
Quem alguma vez por causa de estar muito alegre ou muito triste tomeou duas taças de vinho ou outra bebida e isso lhe subiu como um vulcão em erupção?
Se você acho que fatores emocionais como alegrias intensa, problemas familiares, seu time perdeu, brigou no trabalho ou inumeros outros exemplos influenciam, independetemente da quantidade ingerida, vote na enquete, é importante e em breve todos saberemos o por que;

4 de novembro de 2009

HISTÓRICO DA CACHAÇA



“Minha terra tem palmeiras?
Não, minha terra tem engenhocas
de rapaduras e cachaça (...)
Tem cana caiana e cana crioula.
Cana-pitu, cana rajada, cana-do-governo
E muitas outras canas de garapa (...)”

Carlos Drumond de Andrade


A cana-de-açúcar, elemento básico para a obtenção, através da fermentação, de vários tipos de álcool, entre eles o etílico. É uma planta pertencente à família das gramíneas (Saccharum officinarum) originária da Ásia, onde teve registrado seu cultivo desde os tempos mais remotos da História.

Os gregos registram o processo de obtenção da ácqua ardens. A Água que pega fogo - água ardente (Al Kuhu). A água ardente vai para as mãos dos Alquimistas que atribuem a ela propriedades místico-medicinais. Transforma-se em água da vida. A Eau de Vie é receitada como elixir da longevidade.

A aguardente então vai da Europa para o Oriente Médio, pela força da expansão do Império Romano. São os árabes que descobrem os equipamentos para a destilação, semelhantes aos que conhecemos hoje. Eles não usam a palavra Al kuhu e sim Al raga, originando o nome da mais popular aguardente da Península Sul da Ásia: Arak. Uma aguardente misturada com licores de anis e degustada com água. A tecnologia de produção espalha-se pelo velho e novo mundo. Na Itália, o destilado de uva fica conhecido como Grappa. Em terras Germânicas, se destila a partir da cereja, o kirsch. Na Escócia fica popular o Whisky, destilado da cevada sacarificada. No extremo Oriente, a aguardente serve para esquentar o frio das populações que não fabricam o Vinho de Uva. Na Rússia a Vodka, de centeio. Na China e Japão, o Sakê, de arroz. Portugal também absorve a tecnologia dos árabes e destila a partir do bagaço de uva, a Bagaceira.

Os portugueses, motivados pelas conquistas espanholas no Novo Mundo, lançam-se ao mar. Na vontade da exploração e na tentativa de tomar posse das terras descobertas no lado oeste do Tratado de Tordesilhas, Portugal traz ao Brasil a Cana de Açúcar, vindas do sul da Ásia. Assim surgem na nova colônia portuguesa, os primeiros núcleos de povoamento e agricultura.

Os primeiros colonizadores que vieram para o Brasil, apreciavam a Bagaceira Portuguesa e o Vinho d'Oporto. Assim como a alimentação, toda a bebida era trazida da Corte. Num engenho da Capitania de São Vicente, entre 1532 e 1548, descobrem o vinho de cana de açúcar - Garapa Azeda, que fica ao relento em cochos de madeiras para os animais, vinda dos tachos de rapadura. É uma bebida limpa, em comparação com o Cauim - vinho produzido pelos índios, no qual todos cospem num enorme caldeirão de barro para ajudar na fermentação do milho, acredita-se. Os Senhores de Engenho passam a servir o tal caldo, denominado Cagaça, para os escravos. Daí é um pulo para destilar a Cagaça, nascendo aí a Cachaça.

Dos meados do Século XVI até metade do Século XVII as "casas de cozer méis", como está registrado, se multiplicam nos engenhos. A Cachaça torna-se moeda corrente para compra de escravos na África. Alguns engenhos passam a dividir a atenção entre o açúcar e a Cachaça. A descoberta de ouro nas Minas Gerais traz uma grande população, vinda de todos os cantos do país, que constrói cidades sobre as montanhas frias da Serra do Espinhaço. A Cachaça ameniza a temperatura.

Incomodada com a queda do comércio da Bagaceira e do vinho portugueses na colônia e alegando que a bebida brasileira prejudica a retirada do ouro das minas, a Corte proíbe várias vezes a produção, comercialização e até o consumo da cachaça. Sem resultados, a Metrópole portuguesa resolve taxar o destilado. Em 1756 a aguardente de cana de açúcar foi um dos gêneros que mais contribuíram com impostos voltados para a reconstrução de Lisboa, abatida por um grande terremoto em 1755.

Como símbolo dos Ideais de Liberdade, a cachaça percorre as bocas dos inconfidentes e da população que apóia a Conjuração Mineira. A Aguardente da Terra se transforma no símbolo de resistência à dominação portuguesa. Com o passar dos tempos melhoram-se as técnicas de produção. A cachaça é apreciada por todos. É consumida em banquetes palacianos e misturada ao gengibre e outros ingredientes, nas festas religiosas portuguesas - o famoso Quentão.

No século passado instala-se, com a economia cafeeira, a abolição da escravatura e o início da república, um grande e largo preconceito a tudo que fosse relativo ao Brasil. A moda é européia e a cachaça é deixada um pouco de lado.

Em 1922, a Semana da Arte Moderna, vem resgatar a brasilidade. No decorrer do nosso século, o samba é resgatado. Vira o carnaval. Nestas últimas décadas a feijoada é valorizada como comida brasileira especial e a cachaça ainda tenta desfazer preconceitos e continuar no caminho da apuração de sua qualidade.

Hoje, várias marcas de alta qualidade figuram no comércio nacional e internacional e estão presentes nos melhores restaurantes e adegas residenciais pelo Brasil e pelo mundo.

Linguagem da Cachaça:

Antes do termo cachaça firmar-se, no Brasil, definitivamente como a aguardente derivada da fermentação e destilação do caldo ou do melaço da cana-de-açúcar, convém registrar um nome que prevaleceu pelos séculos XVI e XVII. Era também muito popular jeribita e suas variações: jiribita, jurubita, geribita, giribita, geriba, piripita. Ainda hoje, em alguns locais do Brasil, fala-se uma dessas formas. Os dicionários da época registram todas elas como sinônimo de cachaça e de aguardente.

Porém, Câmara Cascudo (1991) alerta que muitas vezes a fala popular e os documentos literários e estatais (legais e de fisco) indicam que são líquidos diferentes. Ao mesmo tempo, documentos comerciais gravam eufemismos como aguardente da terra, vinho da terra e vinho de mel que, na verdade, são cachaças, para diferenciar de geribita de fora, aguardente (solitariamente para designar bagaceira), aguardente do reino ou ainda bagaceira. A cachaça azeda ou garapa azeda, registrada no final do século XVII, é o caldo fermentado, sem destilação, que também, em excesso, embriaga. É como a garapa doida, que encontramos no início deste século no Acre, onde não havia alambiques, somente engenhocas para moer a cana. O nome pinga só veio depois, no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, segundo Câmara Cascudo (1991), no final do século XIX. Era a destilação, depois da fervura e evaporação do caldo fermentado, que "pingava" na bica do alambique.

Isso é parte de uma monografia que apresentei na UNIRIO.

29 de outubro de 2009

Relíquia do Centro do Rio




Quem ainda não conhece o Armazém do Senado não sabe o que está perdendo.
Inaugurado em 1907, no maior estilo botequim, o Armazém do Senado surpreende pelo seu pé direito de mais de 5 metros de altura.
Trabalhei durante anos perto dele, e ainda não tinha tido o prazer de aproveitá-lo como ele merece, até por que hoje em dia ainda existe muito preconceito com mulher sozinha dentro de bar.
Mas como eu não dou a menor importância a essas coisas, passava por lá de vez em quando.
Mas ontem realmente eu entendi o que é o Armazém, na companhia de um ícone do samba carioca e na minha opinião um dos cara que mais entende de botecos cariocas.
Nada menos do que Moacyr Luz, pra mim emoção maior em conhecê-lo só podia ser superada na vida se eu tivesse tido a oportunidade de conhecer Clara Nunes.
O legal agora é que o Armazén tem boas pedidas de vinho, taças honestas e vinhos a preços honestíssimos, com vários rótulos da Casa Valduga.
Excelente trabalho realizado pelo amigo Ataíde Venâncio.
É impressionante observar como podemos conhecer pessoas legais lá, como Simão Curuca que desenvolve um excelente trabalho, procurando manter viva a memória de Lima Barreto.
Tem o site onde podemos conhecer muita coisa:
http://www.casalimabarreto.com/
Fica na Avenida Gomes Freire n° 289.
Pertinho do Armazém do Senado.
No Armazém tem quase tudo, desde milho, até detergente, pra quem curte, várias marcas de cerveja, e muitas cachaças.
Banheiro de botequim a gente não comenta.
Mas vale conhecer o lugar.
Pelo jeito arrumei um point no Centro.

Armazém do Senado
Rua Gomes Freire 256
Telefone:2509.7201
Aberto de 8h/20h (sáb. até 16h; fecha dom.)
Pra conhecer mais sobre Moacyr Luz clica ai vai:
Blog do Moa



27 de outubro de 2009

História do Sushi


O sushi, prato típico japonês e tão apreciado, atualmente, na gastronomia mundial, nem sempre desfrutou desse prestígio internacional.
No começo do século 19,
Hanaya Yohei, comerciante de Tóquio, fazia muito sucesso graças a uma idéia aparentemente simples, mas que ninguém ainda havia tido: transformou sua carroça em um quiosque, onde trabalhadores apressados podiam comprar niguirizushis, pequenos bolinhos de arroz cobertos com fatias de peixe cru – uma comidinha rápida e barata, que hoje é conhecida simplesmente como sushi.
O senhor Yohei, no entanto, não foi o inventor do sushi.
É bem provável que o prato – não há muito consenso a respeito –tenha surgido no sudeste asiático, pouco depois do nascimento de Cristo, quando os nativos prensavam fatias de peixe cru sobre o arroz cozido, para que liberasse ácido lático e fosse evitada a putrefação da carne.
A técnica acabou chegando ao Japão cerca de 800 anos depois, onde foi aperfeiçoada e fez tanto sucesso que acabou se tornando o símbolo da sua culinária (uma história longa demais para ser contada nesta matéria). Portanto, voltemos ao senhor Yohei e sua barraquinha de sushis.
Não demorou muito para que centenas de comerciantes copiassem a idéia, que se proliferou rapidamente pelas ruas japonesas. Mais alguns anos, e o fenômeno da imigração se encarregaria de levar o sushi para outras terras, bem mais distantes.
Atravessando o Oceano Pacífico, os emigrantes passaram pelo Havaí e foram parar na costa oeste norte-americana – já ouviu falar de um tal sushi Califórnia? Pois é…
Um pouco mais para baixo do globo, em 1908, quando os primeiros imigrantes japoneses chegaram ao Brasil, a comida era um problema tão grande quanto o idioma.
Dá até para imaginar os passageiros do navio Kasato Maru desembarcando no porto de Santos e pensando “onde vamos arranjar sushis decentes por aqui?” Os primeiros restaurantes que começaram a servir comida japonesa surgiram na década de 20.
Mas, até os anos 70, eles costumavam ser freqüentados apenas por japoneses e seus descendentes. Então, em 1975, foi inaugurado o luxuoso restaurante Suntory, em um bairro chique de São Paulo.
“O Suntory foi o primeiro a oferecer uma culinária japonesa refinada para a clientela ocidental. Assim, ele acaba atraindo um público selecionado, rico e formador de opinião”, explica o jornalista e crítico gastronômico Arnaldo Lorençato.
Em uma análise um pouco simplória, é esse público elitista que será o responsável pela divulgação da gastronomia nipônica no Brasil.
SUSHI- em japonês, significa azedo.
Todo sushi possui SHARI, que é o arroz preparado para sushi, ao qual contém vinagre e é levemente azedo.
Ele é feito de gohan temperado com su (vinagre de arroz), sake, sal e açúcar.
GOHAN - é o arroz japonês, cozido sem óleo nem tempero.
No Japão, o gohan tem extrema importância, e está presente em todas as refeições tradicionais, inclusive no café matinal (asagohan).
O arroz está presente em toda a cultura japonesa, e sua colheita é celebrada, até hoje, com festas típicas. Para os nihonjin (japoneses), arroz soltando vapor é sinal de felicidade.

ITAMAE - é o chef de sushi.
Eles têm que ser muito limpos e treinados, pois lidam com alimentos que, por não passarem pelo fogo, têm alto risco de contaminação. Além disso, como os sushis devem ser preparados rapidamente para que os ingredientes não tenham seu sabor alterado, o itamae precisa ter muita prática.
Reza a lenda que os homens de mãos frias tendem a ser melhores itamae, e que mulheres não servem para este ofício, por serem mais quentes.
No entanto, alguns itamae muito experientes já disseram que o importante é ser rápido.
O treinamento dos itamae é muito extenso e demora muitos anos. Normalmente, o treinamento começa pela lavagem dos pratos e a limpeza do restaurante.
Em seguida, aprendem a afiar facas e a limpar os alimentos.
Como o treinamento tradicional é muito demorado e de difícil acesso, muitas pessoas optam por um curso rápido para aprenderem a fazer sushi.
Estas pessoas geralmente são chamadas de sushimen e, ao saírem do curso, não estão preparadas o bastante para fazerem sushi de qualidade, precisando ainda de muita dedicação para tornarem-se itamae.

Na grande maioria dos festivais, são esses sushimen que preparam os pratos, o que leva muitas pessoas a não conhecerem a arte que existe por trás da preparação de um sushi.

Os sushis podem ser classificados em:
- Nigirizushi: bolinho de shari do tamanho de uma bocada, coberto geralmente por uma fatia de peixe;
- Makizushi: literalmente "sushi enrolado"; é feito de arroz envolvido em nori (alga), como: gunkanmaki, temaki, futomaki, tekkamaki, kappamaki e uramaki; - - Oshizushi: parecido com nigirizushi, mas é prensado; - Chirashizushi: fatias de peixe sobre arroz em tigela;
- Narezushi: antiga forma de preparo de sushi, onde o peixe é salgado e maturado. Acompanhamentos: gari, wasabi e shoyu.

ALGUNS TIPOS DE SUSHI:

**Niguirizushi: Fatia de peixe cru sobre o bolinho de arroz

**Gunkan-maki: Bolinho de arroz enrolado em alga com recheio por cima


**Temaki: Cone de alga com peixe cru fatiado
**Futomaki Arroz e recheio enrolados na alga

**Tekkamaki: Arroz enrolado na alga com recheio de salmão **Kappamaki: Arroz enrolado na alga com recheio de pepino

**Uramaki: Arroz polvilhado com gergelim


**Oshizushi: Fatia de peixe cru sobre bolinho de arroz prensado

**Chirashizushi: Fatias de peixe cru sobre arroz na tigela

Receita para o arroz de sushi:

Você vai precisar de:

  • • 2 colheres (sopa) de vinagre de arroz
  • • 1¼ xícara (chá) de água fria
  • • 1 colher (sopa) de açúcar
  • • 1 colher (chá) de sal
  • • 1 xícara (chá) de arroz para sushi (grão curto)

Preparo:

Lave muito bem o arroz em uma peneira até que a água corra limpa, umas 3 vezes.
Deixe descansar por 30 minutos.

Coloque em uma panela a água, sal e o arroz.

Tampe bem e leve ao fogo moderado até a água ferver.
Ferva por 1 minuto em fogo forte e abaixe o fogo ao mínimo.
Cozinhe tampado por cerca de 15 minutos.
Apague o fogo e deixe o arroz descansar por 10 minutos em panela tampada.
Enquanto aguarda, coloque em uma pequena panela o vinagre e o açúcare misture muito bem para o completo dissovimento do açúcar.
Reserve.
Despeje o arroz cozido em uma assadeira e regue com a mistura de vinagre, misturando delicadamente com uma espátula e esfriando rapidamente o arroz preferencialmente com um leque ou abano.
Faça os bolinhos de arroz e cubra com os peixes de sua preferência para o nigirisushi, ou enrole em algas para hossomaki.


Ilustre Desconhecido


Por: Ennio Federico

Praticamente todas as bebidas têm nomes conhecidos pela maioria das pessoas, mesmo que não as tenham provado.

Algumas são mais populares como whisky, cachaça e vodka e outras menos como slivovitz, pisco e calvados , todas já comentadas neste portal. No entanto, é quase que pouquíssimos já ouviram falar e menos ainda tenham bebido o Shochu.

Embora reconhecida como bebida japonesa, sua origem não é. Há várias teorias a respeito, mas se aceita que tenha nascido na Tailândia há mais de 500 anos como desinfetante medicinal. As principais diferenças entre o shochu e sakê estão no processo de obtenção e nas matérias primas utilizadas. O sakê é uma bebida fermentada do arroz como a cerveja e o Shochu um destilado como o whisky ou vodka, porém feito de uma grande variedade de ingredientes. Os mais comuns são batata-doce, cevada, açúcar mascavo e até arroz.

Ao contrário dos produtos de destilação dupla como a vodka, que normalmente recebem essências aromatizantes após a destilação, o shochu preserva o sabor e aroma dos ingredientes utilizados. Outras fontes mais exóticas também utilizadas são o leite, abóbora, pimenta verde e castanha. O processo de destilação simples converte primeiro o amido em açúcar e depois o açúcar em álcool num único estágio.

O shochu é depois envelhecido por um período que pode chegar até 10 anos. O teor alcoólico normal é de 25% vol. Há outro tipo de shochu destilado várias vezes chamado koshu.

A destilação múltipla amacia a bebida, mas a torna insípida e inodora. Especialmente popular em Tokio, o koshu é tomado com uma rodela de limão ou na forma de um drink refrescante para o verão. Ele é combinado com uma mistura aromatizada de frutas ácidas, água carbonatada e gelo. Disponível pronto nas geladeiras de supermercados e lojas de bebidas tem um teor alcoólico de 35% vol.. Não faz muito tempo que o shochu foi desdenhado por muitos, por considerá-lo uma bebida brega, responsável por bebedeiras.

No Brasil tivemos algo semelhante com a cachaça. A variedade koshu foi responsável por disparar a primeira onda de aceitação em massa no Japão em meados da década de 80, coincidindo com a tendência mundial em direção às bebidas mais leves. Durante o período de 1980 até 1995, o consumo de shochu triplicou. A virada aconteceu em 2000, com a renovada paixão pelo autentico shochu. Aqueles que antes rejeitavam a bebida à simples menção do seu nome, finalmente descobriram que o sabor rico dos ingredientes era um grande prazer. O consumo do shochu cresceu tão rapidamente que já superou ao do sakê. Beber shochu tornou-se tão respeitável, que já é comum encontrar as marcas mais finas relacionadas nas cartas de restaurantes.

Alguns outros fatores também contribuíram para esse sucesso:

1 - Bom para todas as estações. Pode ser servido quente, gelado, on-the-rocks ou puro;

2 - Baixas calorias. Uma dose de 60 ml contém apenas 35 calorias;

3 - Saudável. Um jornal médico britânico afirma que o autêntico shochu é efetivo para evitar trombose, enfartes e diabetes.

4 - Compatível com qualquer prato. Feito com diferentes ingredientes, cada qual com sua característica particular, tal como no vinho os apreciadores podem fazer sua escolha para complementar os pratos e ser tomado também antes ou após o jantar.

Fonte: Resvista Taste

São Paulo sediará principais eventos de orgânicos da América Latina


Na quarta-feira (28), quinta-feira (29) e sexta-feira (30), a cidade de São Paulo irá sediar as duas principais feiras de produtos orgânicos da América Latina. Trata-se da sétima edição da BioFach América Latina e da quinta edição da ExpoSustentável, que acontecem simultaneamente no Transamérica Expo Center. Serão três dias de exposições, palestras, fóruns e rodadas de negócios. Um público acima de nove mil visitantes é esperado para 2009, sendo quase 10% do exterior. O Sebrae participará dos dois eventos com estandes e no apoio à presença de pequenos produtores de diferentes regiões do País. Em sua sétima edição, a feira terá recorde de expositores internacionais e a expectativa é a mesma quanto aos visitantes do exterior. Na Conferência BioFach América Latina/ExpoSustentável, palestrantes internacionais confirmaram presença para falar sobre o crescente mercado de cosméticos naturais, o setor de fibras sustentáveis e algodão orgânico e a presença de produtos orgânicos em eventos, como a Copa do Mundo 2014. Palestrantes nacionais também vão falar do Programa de Aquisição de Alimentos, Programa PAIS e Agricultura Orgânica, e o Programa de Inovação do Sebrae. A cada dia serão realizados dois workshops de gastronomia. Nos estandes do Sebrae estarão presentes pequenos produtores dos Estados de GO, MS, RN, PR, AL, BA, ES, RS, CE, e PA. No espaço institucional presente na BioFach serão expostos produtos orgânicos com certificação, como cachaça, café, frango orgânico, ovos caipira, laranja, mel, feijão, vinho e carne bovina. Na ExpoSustentável, o espaço do Sebrae contará com produtos certificados ou não e que estão ligados a atividades auto-sustentáveis. São artigos que trabalham com o conceito de comércio justo, como o artesanato, algodão e extrativismo sustentável. Hoje, o Sebrae atende 32 projetos de Orgânicos situados em 17 estados. “A realização de feiras, como a Biofach e a Expo Sustentável é importante para reforçar o trabalho que o Sebrae desenvolve para mostrar o potencial do mercado orgânico. O esforço maior tem sido com relação ao Comércio Justo. Temos trabalhado para mostrar que sozinho o pequeno produtor não chega no mercado”, explica a coordenadora nacional da carteira de Orgânicos no Sebrae, Newman Costa. Segundo ela, a participação do produtor em feiras é importante para fortalecer sua rede de contatos. “Se ele não fecha negócio durante a feira, pode garantir negócios futuros”, afirma. Encontros rentáveis O Projeto Comprador, parceria entre Orgânicos Brasil e Planeta Orgânico, será realizado novamente na BioFach América Latina. Entre os compradores internacionais estão confirmados alguns dos principais distribuidores de produtos orgânicos nos Estados Unidos. A Third Coast Produce, distribuidor de frutas, legumes e verduras no Estado do Texas, é a mais nova integrante do grupo. A representante de marcas próprias da Rede de varejo H-E-B também confirmou presença. A rede H-E-B fica sediada no Texas e possui mais de 300 lojas nos Estados Unidos e México, com faturamento que ultrapassa 11 bilhões de dólares por ano. Paralelamente ao Projeto Comprador, ocorrerá a Rodada Varejo Sustentável. Novamente, numa parceria entre Planeta Orgânico, Orgânicos Brasil e, também, com o Instituto Rastro Verde, doze compradores participarão dos encontros de negócios. Supermercados do Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal confirmaram presença. Alguns expositores que participarão dos estandes do Sebrae também irão às rodadas de negócios. Vinho orgânico Nesta edição, a BioFach estréia área dedicada à promoção de vinhos orgânicos, com cinco empresas confirmadas. A Fundación Exportar, órgão federal responsável pela promoção da exportação na Argentina, levará ao menos duas vinícolas orgânicas. O país é referência internacional neste setor, já tendo sido premiado na BioFach de Nuremberg. Participando pela primeira vez, a uruguaia Los Ecológicos traz sua marca de vinhos orgânicos. Do Brasil, a Vinícula Garibaldi estará presente promovendo a linha de vinhos orgânicos desenvolvidos no Rio Grande do Sul. Serviço: BioFach América Latina e ExpoSustentável Data: 28 a 30 de outubro Local: Transamérica Expo Center, em São Paulo http://www.biofach-americalatina.com.br

Fonte:

ANBA

25 de outubro de 2009

Dia do macarrão 25/10



Como adoro massas vou postar uma super dica nesse dia especial. Além de ser aniversario de minha querida Rosane Canthè. Sobre a história do macarrão já escrevi sobre no site: Sabores & Letras Mas se ficarem curiosos também tem essa história aqui: ABIMA Mas a dica é a seguinte: As melhores combinações de molho para massas.

Cabelinho de Anjo

Molhos a base de queijo, manteiga com ervas, e molhos à base de peixe

Conchiglie rigate

Molhos de tomate( tipo pomodoro), molhos simples à base de manteiga, e molhos com carne.

Farfalle

Molhos tipo creme para saladas, simples à base de azeite, manteiga, legumes, ou molho de queijo, um ragu também fica bem legal.

Fettucine

Molho branco, molhos combinados à base de caldo concentrado de carne.

Linguine

Pestos, molho com pedaços de tomate, à base de azeite, ou à base de peixe

Orzo

Caldos, minestrone, molho cremoso de legumes.

Rigatoni

Molhos à base de carne, legumes, embutidos e cogumelos.

Rotini

Molhos tipo salada, sugo, cremosos, e do tipo carbonara que é feito à base de ovos e bacon.

Spaghetti

Molho de tomate com almôndegas, pedaços de tomate, molhos à base de carne ou peixe.

Zili

Molhos com tomates frescos e legumes, molhos de carne ou peixe e molhos picantes.

São apenas algumas dicas. No site da ABIMA tem vários tipos de massa.
Massa comum
Elaborada na forma mais elementar, ou seja, farinha de trigo e água, resultando num produto de preço mais acessível.
Massa de sêmola
Elaborada com uma farinha de trigo mais nobre, hoje denominada de farinha de trigo Tipo 1 e, portanto, resulta um produto mais claro.
Massa com ovos
Elaborada com a adição de três ovos por quilo de farinha.
Massa grano duro
É chamada assim porque é elaborada a partir de um trigo especial chamado trigo durum. A massa do tipo Grano Duro fica naturalmente al dente, ou seja, soltinho, porém consistente e ideal para a boa mastigação.
Massa integral
Elaborada com farinha de trigo integral e contém mais fibra em sua composição. Ideal para pessoas que necessitam de dietas especiais e acompanhamento de nutricionistas.
Massa com vegetais
São massas coloridas nas quais são acrescentados vegetais como beterraba, espinafre, cenoura etc.
Massa caseira (pode ser encontrada com ou sem ovos)
Elaborada de forma artesanal por meio da qual a massa é laminada, apresentando maior porosidade e absorção do molho.

A consistência da massa dependerá mais do tipo de macarrão do que do formato. Um tipo que está sempre al dente após o cozimento é o Grano Duro, elaborado a partir de farinha de trigo "grano duro" (com o qual se fabricam os macarrões italianos). O macarrão de sêmola, por sua vez, é feito a partir de trigo "tenro" (mais macio) e, por isso mesmo, só ficará "al dente" de acordo com o tempo de cozimento. É importante destacar que esses dois tipos não possuem colesterol porque não levam ovos em suas composições.

Então vou deixar uma super receita que aprendi com minha avó. Ela como toda boa italiana começada a preparar o Ragú no sabado, mas essa dica vai dar um super molho. RECEITA DO RAGÚ: RAGÚ DE CARNE Você vai precisar de: 100 ml. de azeite de oliva 100 gr. de manteiga 1 cebola pequena picada 1 cenoura em cubos 2 talos de salsão, em cubos pequenos 400 gr. de carne moída ou ou peça inteira (acem, linguiça ou cordeiro) 200 ml. de vinho tinto seco de qualidade 500 ml. de purê de tomate 100 gr. de queijo parmezão ralado 1/2 lt. de caldo de carne manjericão fresco sal e pimenta do reino noz-moscada Preparo: Refogue a cebola na metade do azeite e da manteiga até estar levemente dourada, adicione a cenoura e o salsão e refogue muito bem. Refogue a carne no azeite e manteiga restantes e deixe dourar. Acrescente o vinho e conserve em fogo alto até evaporar. Junte a carne ao refogado de legumes e conserve em fogo baixo para mesclar os sabores. Incorpore os tomates e cozinhe em fogo baixo por aproximadamente 3 horas, mexendo sempre e adicionando um pouco de caldo de carne se necessário. Retifique o tempero, adicione a noz moscada ralada e adicione o manjericão. Segue abaixo as referências do quadro de massas lá de cima:

1. Massa recheada, cappelletti. Quando pequenos, chamam-se tortellini. Maiores serão tortellonis ou orecchionis.
2. Massa recheada, ravioli. Quando maiores, chamam-se agnolottis. Quando do tamanho de pastéis, chamam-se torteis, estes em geral recheados com abóbora.
3. Ziti: tubos finos, podem ser tambem tagliati.
4. Linguine: “pequenas línguas”. Massa comprida, achatada.
5. Taglierini: massa comprida e fina.
6. Fedelini: massa comprida, mais fina do que taglierini.
7. Gemelli: “gêmeos”. Duas tiras de massa que se enrolam uma na outra, cortadas em pedaços.
8. Linguini de legumes, colorida.
9. Conchigliete: pequenas conchinhas.
10. Fusili: tubinhos em forma de espirais.
11. Macaroni: tubinhos curvos.
12. Orzo ou Semi di Melone (sementes de melão): pequenas massas em formato de arroz, usadas principalmente em sopas.
13. Spaghetti: massa comprida. Spaghettoni quando mais grossa, spaghettini quando mais fina.
14. Manicotti: tubos maiores, podem ser recheados.
15. Spaghettini
16. Spirali ou tortiglioni: fusilis compridos.
17. Conchiglie: conchas.
18. Capelli d’angelo: “cabelo de anjo”. Massa fininha para sopas e doces.
19. Radiatori: massa em forma de radiadores.
20. Fettuccine: massa em forma de fita, em ninhos. Quando mais larga, tagliatelle e fettucce.
21. Penne: “pena”. Também chamadas de mostaccioli (pequenos bigodes). Tubos com finais em ângulo. Podem ter riscos na superfície (penne rigati) ou podem ser bem lisas (penne lise). Quando pequeninas, são pennettes.
22. Farfalle: “borboletas”. São as famosas massas gravatinhas.
23. Rotelle ou Ruote: “rodas” de carreta.
24. Rigatoni: tubos de tamanho médio.
25. Eliche ou Spirali: pequenos fusilis
26. Lasagne: folhas de massa para lasanha, com borda crespa.
27. Fusilis de legumes, coloridas.
28. Bucattini: em forma de spaguetti, mas furada no centro. Também conhecida por perciatelli.
29. Fettuccine comprida.
30. Lasagne: folhas de massa para lasanha, com borda lisa.
31. Spaghetti de legumes e de farinha integral.
32. Ditalini: “dedaizinhos”. Pequenos tubos, curtinhos.
33. Orechietti: “orelhinhas”.
34. Conchigliette: conchinhas. Também conhecidas por castellane.
35. Gnocchi: “bolinhas cozidas”.
36. Caneloni: massa para rechear.

Essas denominações são utilizadas na Itália,mas pouco muda em português. E tem uma ou outra que são menos populares aqui no Brasil.